A mochila de escola 2.0

Hoje ao ler um texto no Update or Die encontrei uma situação totalmente familiar. Hoje trabalho em Home Office por opção para poder ter mais tempo com a minha família e acompanhar o crescimento e educação de minha filha.

Nos últimos anos notei que o tamanho das mochilas e a quantidade de material, sejam livros didáticos, apostilas ou cadernos estão ficando cada dia maiores, mesmo para as crianças menores, o que não é nada bom.

Com o lançamento do iPad comecei a encontrar alguns bons exemplos, como de uma faculdade (ou escola) americana que iria dar um aparelho da Apple para cada aluno, passando a adotar todos os livros em suas versões digitais, o que sem dúvida alguma é um grande avanço em termos de portabilidade, tecnologia e possibilidades de ensino e utilização de material de apoio.

Neste ano gastei mais de 700,00 reais em material escolar para uma criança de 9 anos, sendo que no lugar dos ótimos livros didáticos, atualmente são utilizadas apostilas do Anglo, que possuem um conteúdo teórico fraco, sem nenhuma profundidade e repleto de exemplos práticos de exercícios.

Independente do uso do iPad da Apple, será que não estava na hora das escolas passarem a utilizar somente Tablets ou Netbooks com livros digitais para preparar melhor nossas crianças para o futuro, além de reduzirem consideravelmente o peso das mochilas.

Eu prefiro muito mais gastar o meu dinheiro do material didático em um bom Netbook que poderá acompanhar a criança por 2 anos sem problemas do que comprar apostilas com conteúdo raso que certamente não estão servindo como base para uma boa formação.

Claro que não podemos utilizar os computadores portáteis para todas as crianças, mas em uma escola onde os pais precisam gastar mais de 700,00 reais em material didático divididos no máximo em 5 vezes a compra de um Netbook não seria nenhum problema.

Será que chegou a hora das mochilas de escola ganharem sua versão 2.0 com um iPad ou Netbook na bagagem e uma agenda eletrônica? Deixe sua opinião nos comentários!!!

Assista ao vídeo abaixo para conhecer um conceito interessante de utilização do iPad nas escolas.

Educação, iPad, Netbook, Opinião, Tecnologia

17 responses to A mochila de escola 2.0


  1. Ao meu ver podemos diminuir o peso. Já o preço, tenho minhas duvidas. Li no Blog da Bia (garotasemfio) que os livros digitais estão sendo vendidos mais caros que os impressos.
    Temos que analisar outros fatores que podem atrapalhar a implantação deste sistema nas escolas, são eles:
    - Problemas de hardware e software. Já imaginou uma criança ficar sem conseguir ligar seu equipamento em quanto todos da sala já ligaram?;
    - Uso de jogos, música e etc. durante a aula;
    - Uso do livro digital por outras criança (DRM), hoje o livro impresso pode ser reutilizado por um filho mais novo, pode ser vendido ou doado. Será que os livros escolares poderão ser reutilizados?

  2. Alessandro

    Olá Rodrigo!

    Posso te falar da experiência daqui de Portugal. Todas as crianças desde a 1ª Série têm um pequeno netbook chamado Magalhães (em homenagem ao navegador português que comandou a 1ª viagem de circunavegação). Ele custa € 50,00 (R$ 125,00) aos pais, podendo ser gratuito para as crianças cujos pais tenham rendimentos mais baixos que a média nacional. Todos têm ligação de Internet de banda larga móvel (aqui funciona muito bem). A maioria dos conteúdos da escola são disponibilizados online e os conteúdos são apresentados na maioria das vezes em quadros interativos. Os pais pagam apenas a mensalidade de banda larga que fica torno de € 15,00, podendo ser € 5,00 ou até gratuita, conforme a renda dos pais. Os conteúdos são criados de acordo com o programa escolar, um pouco como as antigas apostilas, mas com e-books tb, que já são incluídos no programa. a partir da 5ª série eles passam a usar notebooks normais, tb subsidiados pelo governo e pelas operadoras móveis. Sobre os problemas citados pelo colega acima:
    1º) Como os netbooks são todos iguais no hardware e software, se uma criança não conseguir ligar o seu a escola tem sempre sobressalentes;
    2º) O uso de música e jogos durante as aulas é bloqueado, sendo livre fora desses horários, um simples programa do tipo controle parental impede a aberturas de determinados programas durante determinados horários;
    3º) Como o programa envolve tb as editoras, cada computador tem todo o conteúdo necessário, que atualizado automaticamente pela net ou pela rede wireless da escola, sendo desnecessário copiar livros individualmente para o computador.
    Claro que isso é mais simples de implementar em um país com 10 milhões de habitantes, onde a esmagadora maioria dos alunos estuda em escolas públicas (embora o sistema também seja usado nas privadas) e os desníveis sócio-econômicos não são muito aberrantes, mas creio ser um bom exemplo do que pode ser feito nessa área.

  3. Rodrigo

    Como aluno de segundo ano do ensino médio, é claro que adoraria assistir a aula utilizando meu notebook, até mesmo pelo fato de deixar livro no armario da escola e ja ter tido que voltar la pra buscar algumas vezes. Porem como o amigo ai em cima ja disse, será um complicador alunos que irao insistir em ouvir musica ou jogar durante as aulas. Acredito que se essa liberação/incentivo ocorrer dependerá da capacidade do aluno de diferenciar a aula de diversão digital. Talvez uma espécie de software escolar, desenvolvido com o bloqueio dessas funções no horário das aulas funcione bem.
    Abraço

  4. scheldon

    “Neste ano gastei mais de 700,00 reais em material escolar para uma criança de 9 anos”"

    Eu e 90% da população não chegamos a gastar metade disso em toda a vida acadêmica, ta abonado em.

  5. vitor prante

    Pois olha Scheldon, passei toda minha vida escolar em colégios públicos,e por gostar de estudar e ler, sempre me dei bem, mas com a decaída dramática da educação pública nos últimos anos, optei por colocar meu filho(hoje com 10 anos e na 5ªsérie) numa escola particular, que apesar de custar “os olhos da cara” está fazendo dele um ótimo aluno, com desempenho muito satisfatório em todas as matérias( e é muito cobrado em casa, onde inicia a educação). Concordo com o Rodrigo, e pagaria um netbook ou outro aparato, em troca de alivio no peso da mochila dele, hoje girando em torno dos sete, oito quilos….o problema maior a meu ver, seriam os riscos de assalto e roubo, pois imagine a marginália saber que na escola tal, os alunos usam gadgets no lugar dos livros….Moro a 5 quarteirões da escola, e meu menino vai a pé, com vizinhos da mesma idade…como seria caso a substituição fosse possível???

  6. franze

    Puxa, SCHELDON, que faculdade você fez, velho… Eu gasto 350 por ano só com XEROX.

    Cada livro meu custa entre 150 e 300 reais. Comprando dois por semestre, acho que bato esses 700 em um ano facinho…

  7. Lucas klain

    E rodrigo, isso seria ideal para os estudantes, mais num pais como o brasil onde produtos como tablets e neetboks, ate mesmo dos mais simples sempre carregam um preço elevado, devido as taxas abusivas, como sera o caso do ipad que chegara ao brasil com um preço absurdo, iso concerteza nao iria dar certo pelo ou menos a um curto prazo, e mais a arecadação anual com a compra de livros e material didaticos no brasil garante uma boa receita aos cofres publicos, e ate mesmo as instituições de ensino perderiam muito com a adoção da “mochila 2.0″, entao em um pais como o nosso onde o lucro esta a frente da educação isso vai demorar muito ainda.

  8. Tiago albuquerque

    Aff quem tem criança sabe como é caro manter… Hj entendo poque alguém defenestra um filho…

  9. Afonso Ramôa Jr.

    Se for como o Alessandro disse, beleza!
    Até já vi um projeto do governo em fazer um netbook em torno de 100 reais justamente para isso: atender o público escolar infantil.
    Agora, Rodrigo, 700 reais em material didático é muito, e pra piorar, além do valor do iPad ou netbook, você terá que contabilizar o valor do livro que você vai querer. A não ser que você pirateie, a conta vai aumentar bastante.
    E outra, você tem coragem de dar um iPad pro seu filho levar pra escola? Se você fizer isso, não vá depois reclamar com o coitado que trincou a tela, ou quebrou o aparelho. Certas coisas não combinam com crianças.

  10. Erik

    Cuidado com o que deseja!
    Hoje muitas crianças não sabem escrever corretamente pois não sabem a diferença entre o certo e o errado. No mundo digital, os editores de texto têm o auxílio do corretor ortográfico automático. Na internet o Google também possui essa ferramenta, além de praticamente todos os programas do pacote Office da Microsoft. Independente da forma que você escreve, o programa faz a correção ortográfica e as vezes você nem percebe que escreveu errado, seja por um erro digitação ou por não saber a forma correta. Isso definitivamente não é bom. Outro ponto negativo é a própria caligrafia, que os mais velhos diziam que só eram ilegível dos profissionais da área médica e farmacêutica. Dificilmente vemos uma criança com uma “letra bonita”. A leitura de um livro pode ser feita em qualquer lugar, já a leitura em um equipamento eletrônico exige energia elétrica, mesmo que seja apenas para recarga da bateria (afinal ela não é eterna!). Isso vai na contra mão da educação ecológica que as escolas tentam promover, ensinando as crianças a poupar energia…
    Obs.: Sou MEGA consumidor de tecnologias, mas ainda espero ver meu filho crescer aprendendo do básico, papel, lápis e borracha na mão!

  11. Claudio

    Rodrigo, estudei no Anglo São Paulo e sei bem como eles castigam o preço com suas apostilas caras. Mas até os 700 reais me surpreendeu. Tenho uma filha e uma enteada, a mais nova no Colégio Teresiano e outra no Santo Agostinho, Rio de Janeiro. Ambos são colégios de ponta, a nivel Nacional, acho que melhor colocados que os melhor colégio de SP no ultimo Enen…. e digo, nunca gastei mais que 400 reais em material didatico para elas.
    Você é advogado, e sabe que nesse caso, uma ação pra cima do Anglo é causa ganha… Até porque eles tem que assegurar o direito a concorrencia na compra do material.

    Enfim. Tá pagando caro demais!!!

  12. Rafael Rx

    Bom exemplo esse q o Alessandro deu de Portugal.

  13. Engraçado, o Rodrigo colocou os problemas e soluções de seu pais (Portugal), agora os comentarista daqui do Brasil parecem que são a favor das Editoras (talvês muito não saibam) estão enviando nossos livros para impressão na China. Eles cortam nossas árvores e depois ainda lucram imprimindo os livros de nossas crianças.
    Eu quero que todas estas editoras explodam.
    Já comprei um netbook para minha filha, sua mochila caiu de 12 para 2 quilos. Os livros que posso copiar na internet faço isso. Os outros sou obrigado a comprar das Editoras, mas isto vai acabar. O Google está montando uma livraria virtual igual a Amazon ou maior e lá iremos buscar os livros que faltarem, se Deus quiser.
    O resto das discussões negativas são pura bobagem.
    Se a Escola quiser ela pode ajudar neste assunto.
    Além do mais ninguém lembrou que estaremos diminuindo a derrubada das árvores utilizando os livros digitais.

  14. Lucia

    Paguei 1.900 reais pelos livros didáticos dos meus dois filhos que estão no 1 e 2 ano de segundo grau. E digo mais. È um absurdo o que as Editoras fazem. Reeditam os livros todos os anos e nunca a escola aceita que eu reutilize a edição anterior para o filho mais novo. Muda o ano, e lá vai de novo uma grana.
    Quanto ao peso da mochila, nem se fala, um absurdo… Minha filha escolhe uma matéria todos os dias para deixar o livro em casa. O rodízio é necessário para não levar bronca dos professores.

  15. Helena G.

    Minha filha irá cursar a 7ª série em 2011 e estou comprando os livros recomendados. Infelizmente não consigo deixar de fazer uma análise crítica sobre a utilização do livro didático nas escolas particulares. Não existe uma padronização, parece que cada professor introduz na escola suas conviccões sobre o material didático, e métodos de ensino.
    Sinto falta de informação sobre vários temas que envolvem a educação de minha filha e uma delas refere-se ao material didático.
    Não conheço escola que explique aos pais os critérios na escolha do material didático a ser adotado. Entendo que esta escolha deva ser consequencia da metodologia utilizada mas quando vejo que o professor muda o livro de Ingles, por exemplo poque não gosta do livro adotado pela escola, penso que a mimha filha não está estudando ingles de acordo com um método. isto me preocupa.
    Acredito que as escolas particulares deveriam informar muito mais as familias sobre seus métodos e forma de administração. Creio que deveríamos sabre sobre a política de pessoal adotada, nível de salários, incentivos a produtividade dos professores, conteúdos adminstrados por série, entre outros. Percebo que os pais são chamados apenas a pagar sem direito a ver suas sugestões sequer analisadas. Neste aspecto a escola pública recebe mais a opinião dos responsáveis.
    Gostaria de saber se existem outros pais que compartilhem da mesma opinião.

  16. laura

    eu gosto de mochilete da barbie moda e magia so que é munto caro shauhsahsuasuhau

  17. Pingback: Universidade carioca distribuirá 100 mil tablets para os alunos | rodrigostoledo.com

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