Free: O futuro dos preços

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Hoje eu encontrei um post no blog do Tiago Dória que levantava uma questão muito interessante sobre o livro Free (Grátis), de Chris Anderson, editor da revista Wired, onde é feita uma análise sobre a mentalidade de gratuidade na internet e o funcionamento deste modelo de negócios. Neste livro o autor demonstra que sempre alguém acaba pagando a conta do produto oferecido como gratuito, como é o caso do Internet Explorer (gratuito) que acompanha o Windows (pago).

Outros exemplos interessantes abordados nos chamados “modelos grátis” são a publicidade que subsidia sites de notícias, ou o caso de serviços como Flickr, onde 5% dos usuários que assinam contas pro pagam os gastos dos 95% usuários não-pagantes, e ainda os blogs,  que apesar de não cobrarem por acesso, os leitores acabam pagando ao cederem seu tempo e atenção para a leitura. No final das contas, o gratuito sempre acaba sendo pago, mesmo que seja de forma não monetária, cedendo reputação, tempo e atenção.

Ao ler estas colocações me lembrei que há um bom tempo eu eliminei todo e qualquer aplicativo ou game pirata dos meus celulares e computadores, e não foi somente por uma questão ideológica e de respeito ao direito autoral dos desenvolvedores, mas também pelo tempo e atenção gastos para as tarefas de hackear os celulares e buscar aplicativos no mercado cinza que não apresentassem problemas de compatibilidade ou qualquer outro tipo de bug. Com o tempo eu percebi que era mais fácil e rápido pagar 5 dólares por um programa e ter o mesmo funcionando no mesmo minuto do que perder um tempão para encontrar o mesmo aplicativo pirata e ter o trabalho de fazer o hack, que pode deixar de funcionar na próxima versão do firmware e inviabilizar a utilização do software, e por ai vai.

Acho que nesta linha de raciocínio entra o motivo pelo qual eu acabei gostando do Nokia Comes With Music (apesar de não ter apreciado o DRM), o tempo!! Hoje quando quero ter uma música em meu aparelho, basta digitar o nome para baixar na hora, o que é realmente muito bom, pois não perco mais nenhum minuto procurando torrents para fazer o download de um álbum que pode estar com uma qualidade ruim e ainda perder mais tempo ajustando os tags e capas dos CD’s! Nada melhor que conectar e baixar sem perder tempo!! Está certo que no primeiro mês eu abusei muito dos downloads, mas passada a euforia inicial, eu comecei a adquirir menos arquivos, baixando somente o que realmente me interessava.

Outro ponto interessante está no consumo sem responsabilidade gerado pela abundância de aplicativos, games ou músicas grátis na internet, que leva muitos usuários a fazer o download e instalar uma quantidade desnecessária de programas e games, que provavelmente não serão utilizados mais do que uma ou duas vezes. Não seria melhor consumir com uma responsabilidade maior, e adquirir somente o necessário?

Eu sinto que meu tempo rende muito mais e a produtividade aumentou muito quando eu decidi consumir os programas, games e músicas com mais responsabilidade, sejam as gratuitas ou as pagas!! Com o tempo que sobra, posso ser mais produtivo e trabalhar mais para conseguir comprar as coisas que realmente preciso!! É isso ai pessoal, e vamos tentar consumir as coisas na internet com mais responsabilidade!!!

2 Comments

  1. Rogatti 23/09/2009
    • rodrigostoledo 23/09/2009

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