Meu Pai é o meu melhor amigo. Ele me ensinou muito sobre caráter, honra, honestidade e amor.
Ele sempre foi firme, e às vezes até difícil de se lidar, mas eu sempre notava suas boas intenções. Hoje, pensando nele, concluí que sempre tivemos uma convivência pacífica. Como todas as pessoas, tivemos nossas brigas e desentendimentos, mas perto da convivência de toda uma vida vejo que os problemas não representaram quase nada.
Tínhamos uma grande amizade com muito tempo de convivência. Dividíamos muitos gostos em comum, como esportes, música, equipamentos eletrônicos, longas conversas sobre trabalho e experiências de vida.
Lembro dos parques em que ele me levava de quando aprendi a andar de bicicleta, a nadar, dos carrinhos de ferro que ele sempre comprava mesmo quando não podia, das viagens de carro com a família, do meu primeiro gravador de fitas cassete e das dicas de gravação de todos os dias em que fui passar o dia no seu trabalho, do primeiro Baixo que ganhei, dos passeios pela Teodoro Sampaio para comprar instrumentos, dos jogos de futebol, corridas de F1. Lembro-me também dele me levando para onde eu precisasse sem nunca reclamar, da alegria dele quando eu ia bem na escola e da força que ele fazia para me ajudar quando as coisas não iam tão bem, de quando aprendi a dirigir. Lembro dele todo feliz me olhando pela janela das Casas Noturnas em que eu tocava. Lembro de sua expressão de orgulho ao me apresentar para os seus amigos ou colegas de trabalho, do abraço apertado em meu casamento, da alegria ao segurar sua neta pela primeira vez no colo, e da forma como sorria ao ficar com ela.
Meu Pai era um grande contador de estórias. Viveu e viu muita coisa na vida e sempre tinha uma boa estória para contar. Muitas vezes me lembrava o Pai do filme Peixe Grande, que transformava coisas simples em grandes e interessantes estórias.
Há quase dois anos eu perdi meu Pai. Minha maior referência, meu melhor amigo. Demorou algum tempo para eu me refazer e voltar a tocar a vida. Passei muita coisa difícil sem os seus valorosos conselhos e o seu confortante abraço, mas hoje eu sinto que sou um novo homem.
Hoje eu me reinventei e tenho um novo e desafiador trabalho. Hoje eu sou o Pai.
Meu Pai ainda é o meu melhor amigo, mas hoje ele mora em meu coração e em minhas lembranças.
Como dizia meu Pai, “ninguém ama mais você do que eu neste mundo, no máximo pode amar igual!”
Feliz dia dos Pais meu amigo!!
Bom ler tudo isso sobre o seu Pedro… Especialmente a constação do grande cara e pai que ele era. Ele sempre me perguntava sobe as corridas, os detalhes das motos, dos carros…Nem sei se ele te contou isso, mas ele tbm correu de moto! Ele só me disse isso há alguns anos…
Feliz dia dos Pais pra vcs !
É Rodrigão… esse foi o seu segundo, mas o meu primeiro Dia dos Pais sem o meu pai. A saudade impera.
Ao contrário do seu, meu pai era meio fechadão e a gente não compartilhava muitos gostos não. Ele nasceu no interior e gostava muito de natureza, enquanto eu nasci na capital e gosto de tecnologia. Mas foi justamente esta diferença que criava um canal de comunicação entre a gente, já que um aprendia com o outro.
Mas acima de tudo meu pai era (ou melhor, AINDA é) uma inspiração. Um modelo de sucesso pessoal que desejo pra mim mesmo. Ao longo da vida ele conseguiu conquistas que me seriam inimagináveis se estivesse no lugar dele.
Resumindo: eu AINDA quero ser que nem meu pai quando eu crescer, he he he he he!
João Valentão e Brigão, um dia a gente se reencontra!
Rodrigo lindo post, estou emocionadíssima … bjs
Fala Marcelo!!! Realmente ele era um grande companheiro e conselheiro!! Faz uma falta enorme! Eu sabia das corridas e já tinha visto até umas fotos! Algumas vezes fui com ele até Interlagos para ver corridas de motos. Grande Abraço Primo!!!
Boas Ivan!!! Realmente nestas datas a saudade aperta ainda mais, mas com certeza eles querem nos ver seguindo em frente e continuando as nossas vidas. Como dizia meu Pai, os filhos são uma edição ampliada e melhorada dos Pais!! Grande Abraço e força meu amigo!!!
Oi minha amiga Veri!!! Foi muito difícil de escrever! Parece que quando você escreve coloca todo o sentimento para fora. Mas a vida continua, e graças a Deus repleta de pessoas com um grande coração como você! Grande Abraço!
Eu chorei muito ao ler a sua estória, principalmente pq perdi meu pai a 8 meses num acidente de carro… e a cada seugundo da minha vida eu lembro dele e não me conformo com a perda, ele era tudo pra mim, e não tenho esperança de voltar a ser como eu era sem ele perto de mim!
Oi…. como eh a vida ne?! fui buscar algo no “google” e por um acaso acabei entrando na sua pagina, pra poder ler seu texto. (tc essas palavras chorando) Pois lendo tudo isso que vc diz, me identifico com alguns trechos…
E acabei me emocionando como a “keite”(comentario anterior ao meu), pois meu pai tb se foi a 9 meses atras e esse sera meu primeiro Dia dos Pais, sem o meu.O que me consola que eu passarei sem ele, mas ele passara ao lado do nosso “Pai” maior(Deus) e ao lado do pai dele que se foi ha anos.
Enfim, parabenizo vc Rodrigo… pelo amor ao seu pai, e deixo meu abraco pelo “Dia dos Pais”. Que vc possa comemorar com sua filha essa data e muitas outras… por muitos anos!!
Também perdi agora o meu paizinho, o meu tudo, a minha alma gêmea. Ainda estou muito desesperada, descontrolada sem acreditar realmente no que aconteceu. Não tenho mais nem vontade de viver, tudo se tornou escuro.
A dor é muito grande, mas aguente firme!! Tenho certeza que ele gostaria muito de te ver bem, seguindo sua vida em paz! Um abraço!!